Nordeste

sábado, 2 de abril de 2011

ALERTA!!! MULHER TRABALHANDO.











DESCULPEM-NOS O TRANSTORNO , MAS AINDA ESTAMOS EM OBRA.
AGRADECEMOS POR SUA COMPREENSÃO.









Os homens distinguem-se pelo que fazem, as mulheres pelo que levam os homens a fazer.
Carlos Drummond de Andrade

Aquele que conheceu apenas a sua mulher, e a amou, sabe mais de mulheres do que aquele que conheceu mil.
Leon Tolstoi




BY CELIA GOULART

quinta-feira, 31 de março de 2011

MÚSICAS / FESTAS.






Todas as culturas criaram formas musicais para acompanhar seus trabalhos, ritos e festas. Os folcloristas acreditam que tais canções sejam fruto de criações individuais, mesmo que depois apresentem alterações introduzidas por seus usuários.
A música folclórica é geralmente monofônica (executada por uma só voz), embora em algumas partes do mundo sejam comuns as canções para duas ou mais vozes. Cumpre distinguir essa música folclórica da que se denomina popular ou ligeira, composta por profissionais para enormes platéias, e que é um fenômeno que data somente do século XIX.
Existe um grande número de cantigas e elas encantam jovens e idosos geração após geração.


ATIREI O PAU NO GATO
Atirei o pau no gato-to
Mas o gato-to não morreu-reu-reu
Dona Chica-ca admirou-se-se
Do berro, do berro que o gato deu:
Miau!


A CANOA VIROU


A canoa virou,
Por deixá-la virar,
Foi por causa do(a) (nome de pessoa)
Que não soube remar.
Se eu fosse um peixinho
E soubesse nadar,
Tirava o(a) (nome da pessoa)
Do fundo do mar.


Como brincar: As crianças giram na roda cantando a primeira quadra, na qual é mencionado o nome de uma delas. Esta, deixando as mãos das colegas, faz meia volta, dá-lhes as mãos e, de costas para o centro da roda, continua a caminhar. Novamente é cantada a primeira quadra, sendo escolhida a criança que estiver à esquerda daquela que virou. Quando todas estiverem de costas para o centro da roda, passa a ser cantada a quadra seguinte e, uma a uma, as crianças voltam à posição inicial.






CAI, CAI, BALÃO


Cai, cai, balão! Cai, cai, balão!
Na rua do sabão.
Não cai, não! Não cai, não! Não cai, não!
Cai aqui na minha mão!


O CRAVO BRIGOU COM A ROSA


O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada;
O cravo saiu ferido
E a rosa despedaçada.
O cravo ficou doente,
A rosa foi visitar;
O cravo teve um desmaio,
A rosa pôs-se a chorar.






As festas populares estão ligadas à religião e ao trabalho do povo. A cultura brasileira recebeu a contribuição de diversos povos, o que levou nossas festas populares a terem identidade própria, pois resultaram da mistura de diferentes histórias e costumes.Em junho, o Brasil ganha arraiais coloridos. Escolas, ruas, praças e clubes são decorados com bandeirinhas, barracas e fogueiras para as festas dedicadas a São João, Santo Antônio e São Pedro. É hora de dançar quadrilha, participar de jogos e brincadeiras. Muitas são as delícias para saborear: pipoca, pinhão, pé-de-moleque, canjica e paçoca de amendoim. Os mais corajosos enfrentam o pau-de-sebo, um tronco alto e escorregadio, difícil de subir. Quem quer namorar faz simpatias e pedidos para Santo Antônio, o santo casamenteiro.
A Folia de Reis é uma das várias comemorações de caráter religioso que se repetem há séculos em nosso país. Ela é realizada entre a época do Natal e o Dia de Reis, em 6 d e janeiro. Grupos de cantadores e músicos percorrem as ruas de pequenas cidades como Parati, no Rio de Janeiro, e Sabará, em Minas Gerais, entoando cânticos bíblicos que relembram a viagem dos três Reis Magos que foram a Belém dar boas-vindas ao Menino Jesus.
De origem portuguesa e com características diferenciadas em cada região do Brasil, a Festa do Divino é composta de missas, novenas, procissões e shows com fogos de artifícios. Em cidades do Maranhão, bonecos gigantes divertem as crianças, enquanto grupos de cantadores visitam as casas dos fiéis recolhendo ofertas e donativos para a grande festa de Pentecostes. Em Piracicaba, interior de São Paulo, as comemorações ocorrem em julho, às margens do Rio Piracicaba, reunindo milhares de pessoas.
Em Belém do Pará acontece anualmente em outubro uma grande festa religiosa que chega a reunir cerca de 1 milhão de pessoas: o Círio de Nazaré. A multidão lota as ruas da cidade para acompanhar a procissão, que dura até cinco horas, em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré. Os romeiros que vão pagar promessas pela cura de doenças, por exemplo, andam descalços e seguram a corda de isolamento que protege a santa. No final, os participantes vestem roupas novas e se alimentam dos pratos típicos da região, como o pato no tucupi, o tacacá e o arroz com pequi.


Conheça agora algumas das nossas festas populares:
MARACATU


O maracatu nasceu entre os negros de Recife, da mistura do culto católico à Nossa Senhora com a devoção aos orixás das religiões africanas.


Atualmente, muitas das características sagradas e religiosas do folguedo desapareceram, e o maracatu é representado principalmente durante o carnaval.


A rainha Ginga tem nas mãos uma ou duas bonecas, chamadas calungas, que detêm os segredos e mistérios da festa. No carnaval, o maracatu desfila com a rainha e as damas de honra, que são acompanhadas pelo rei, chamado Dom Henrique, por seus cavaleiros e pelo rei Tupi.


CARNAVAL
O carnaval é a maior festa popular do Brasil. Adultos e crianças caem na folia, com fantasias e máscaras, nos dias dedicados à diversão e às brincadeiras. O feriado oficial é na terça-feira que antecede a Quarta-Feira de Cinzas.


Em Portugal, ele foi chamado de “entrudo”, pois ocorria antes da entrada na Quaresma.


Personagens característicos e tradicionais do carnaval:


MOMO
Segundo a mitologia greco-romana, Momo era o filho do sono e da noite e sua função era cuidar das ações dos deuses e dos homens.
De acordo com a história da Arte, era o ator que representava nas peças populares do teatro. Originou-se dos bobos encarregados de divertir os senhores portugueses com mímicas e farsas populares.




ARLEQUIM
Personagem da antiga comédia italiana, que tinha a função de divertir o público com piadas nos intervalos das apresentações. Amante de Colombina


COLOMBINA
Companheira de Pierrô. Namoradeira, alegre, bela, esperta. Vestia-se de seda ou cetim branco e usava saia curta e bonezinho.


PIERRÔ
Usava calça e casaco bem largos, este de grande gola franzida e enfeitado com pompons. Pierrô é o personagem ingênuo e sentimental do carnaval.


FESTAS JUNINAS


As festas juninas são comemoradas no mês de junho e são feitas em homenagem a três santos da Igreja Católica:


Santo Antônio — 13 de junho
São João — 24 de junho
São Pedro — 29 de junho


Parece que a tradição de fazer grandes festas no mês de junho existe desde a época em que nossos antepassados deixaram de viver apenas como caçadores e passaram a se dedicar à agricultura.


Na Europa, depois de um inverno sempre longo, os primeiros sinais do verão e da volta do calor aparecem no mês de junho e, nessa época, começaram a ser feitas enormes festas, com grandes fogueiras, muita comida, bebida, cantos e danças, para agradecer aos céus pela chegada do verão e para pedir uma boa colheita.


Com o tempo, essas festas começaram a ter padroeiros e, finalmente, incorporaram os santos da Igreja Católica. A tradição de homenagear os santos católicos em grandes festas foi trazida ao Brasil pelos portugueses e, depois, por outros imigrantes, principalmente os italianos.


Santo Antônio - 13 de junho
Santo Antônio, que se chamava Fernando de Bulhões antes de se tornar membro da Ordem de São Francisco, nasceu em Lisboa, em 15 de agosto de 1195, e morreu perto da cidade italiana de Pádua em 13 de junho de 1231.


No Brasil, é um dos santos mais populares e considerado o “santo casamenteiro”, além de ser o padroeiro de quase 230 cidades.


São João - 24 de junho
São João Batista recebeu esse nome porque batizava as pessoas no Rio Jordão, poucos anos antes do ano zero da Era Cristã. Foi ele que, segundo a tradição católica relatada na Bíblia, batizou Jesus, cuja chegada ele profetizava com paixão. No ano de 28, a sua cabeça foi cortada e servida numa bandeja a Salomé, que havia pedido isso ao ditador Herodes.


Existe uma tradição popular que diz que São João passa o dia inteiro de sua — festa 24 de junho — dormindo e, se acordasse, não resistiria ao clarão das fogueiras e desceria do céu para festejar também, o que provocaria a destruição do mundo pelo fogo.


São Pedro - 29 de junho
São Pedro foi o apóstolo a quem Jesus entregou as chaves do reino dos céus e o escolhido para construir a Igreja Cristã. Seu nome era Simão e ele recebeu de Jesus o nome Pedro, que significa "rocha". Embora não se saiba com certeza, é provável que ele tenha morrido crucificado em Roma, na época do imperador Nero, por volta do ano 64.


Em 1950, o túmulo de São Pedro foi encontrado embaixo da enorme basílica que leva seu nome, no Vaticano.


MAIS FESTAS POPULARES:
Lavagem do Bonfim
Fandango
Torém                                       
Cavalhada
Pau-da-Bandeira                 
Congada
Círio de Nazaré
Festa do Divino
Candomblé
Capoeira

Baque Bolado - Auto do Boi

A História do Bumba-Meu-Boi

Boi Bumbá

São João do Maranhão:Dança Portuguesa

DANÇA folclore DE SAÕ LUIZ MARANHAO DANÇA CACURIA.

Tambor de Crioula - Maranhao





MINHA HOMENAGEM  AS TRADIÇÕES DE MARANHÃO, TERRA HOSPITALEIRA E MARAVILHOSA.
TENHO ORGULHO DE SER MARANHENSE.

CONTOS POPULARES - A Menina dos Brincos de Ouro

Adicionar legenda




Uma Mãe, que era muito má (severa e rude) para os filhos, deu de presente a sua filhinha um par de brincos de ouro.


Quando a menina ia à fonte buscar água e tomar banho, costumava tirar os brincos e botá-los em cima de uma pedra.


Um dia ela foi à fonte, tomou banho, encheu o pote e voltou para casa, esquecendo-se dos brincos.


Chegando em casa, deu por falta deles e com medo da mãe brigar com ela e castigá-la correu à fonte para buscar os brincos.


Chegando lá, encontrou um velho muito feio que a agarrou, botou-a nas costas e levou consigo.


O velho pegou a menina, meteu ela dentro de um surrão (um saco de couro), coseu o surrão e disse à menina que ia sair com ela de porta em porta para ganhar a vida e que, quando ele ordenasse, ela cantasse dentro do surrão senão ele bateria com o bordão (vara).




Em todo lugar que chegava, botava o surrão no chão e dizia:
Canta, canta meu surrão,
Senão te meto este bordão.
E o surrão cantava:
Neste surrão me meteram,
Neste surrão hei de morrer,
Por causa de uns brincos de ouro
Que na fonte eu deixei.
Todo mundo ficava admirado e dava dinheiro ao velho.


Quando foi um dia, ele chegou à casa da mãe da menina que reconheceu logo a voz da filha. Então convidaram Ele para comer e beber e, como já era tarde, insistiram muito com ele para dormir.


De noite, já bêbado, ele ferrou num sono muito pesado.


As moças foram, abriram o surrão e tiraram a menina que já estava muito fraca, quase para morrer. Em lugar da menina, encheram o surrão de excrementos.
No dia seguinte, o velho acordou, pegou no surrão, botou às costas e foi-se embora. Adiante em uma casa, perguntou se queriam ouvir um surrão cantar. Botou o surrão no chão e disse:
Canta,canta meu surrão,
Senão te meto este bordão.
Nada. O surrão calado. Repetiu ainda. Nada.
xxxx
Então o velho meteu o cecete no surrão que se arrebentou todo e lhe mostrou a peça que as moças tinham pregado.
xxxx
( F I M )


xxxx
Nota: Conto popular na Bahia e Maranhão. Trazido pelos escravos africanos. No original africano os personagens eram animais.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Clip Caxias Maranhão.

Pôr do sol em São Luís (MA)

Documentários encerram o festival Maranhão na Tela no Cine Impar


Douglas Cunha
douglascunha.ma@dabr.com.br



O fim de semana foi marcado pelo encerramento do festival Maranhão na Tela,  iniciado no dia primeiro de dezembro. A mostra que serviu para divulgar a criação cinematográfica local e de outros centros, inclusive filmes muito festejados como a produção de Patrícia Pilar: “Waldick, Sempre no meu coração”, um documentário sobre a trajetória do cantor popular que marcou época no cenário artístico e fonográfico nacional. Este filme foi exibido com grande sucesso no Cine Impar, espaço cultural localizado na sede de O IMPARCIAL.

Sábado, no horário vespertino (14h30), foi exibido “Praça Saens Peña”, do diretor Vinícius Reis; e à noite (19h30) “Todo mundo tem problemas sexuais”, dirigido por Domingos Oliveira, cineasta que foi homenageado durante o festival. No domingo o Cine Impar voltou a exibir novos filmes. “Vida de balconista” de Cavi Borges e Pedro Monteiro,  e “Apenas o fim”, de Matheus Souza. Encerrando a mostra, foi exibido à noite o documentário “Domingos”, que versa sobre a vida do consagrado cineasta Domingos  Oliveira.

A programação que teve lugar no Cine Impar, obteve grande sucesso de público,  com grande número de expectadores que afluíram à sede do jornal e se divertiram com os  filmes  e com o conforto oferecido pela espaço impar do jornal que tem tradição  em apoiar a cultura maranhense.
Para Dida Magalhães, estudiosa da arte cinematográfica, a  mostra foi uma grande oportunidade que os cineastas da terra tiveram para aprender a teoria  e ver bons filmes que viabilizarão que “se tenha um olhar diferente sobre cada um dos diretores, podendo-se avaliá-los através de sua obra”. Dida elogiou  a iniciativa  da direção de O  IMPARCIAL em instalar uma sala de cinema na cidade, oferecendo um espaço confortável para a cultura e para que os amantes do cinema no Maranhão, tenham onde mostrar sua obra.

Alcione - Meu Ébano

Coração em Desalinho - Maria Rita

Maria Gadú - Linda rosa

Maria Gadú canta "Lanterna dos Afogados"

FORMAÇÃO DE ACORDES

                                 



1. Introdução
Para se entender a explicação que se segue, alguns conhecimentos são indispensáveis:
1) Notação de Cifras: Notação mundialmente usada para representar as notas musicais e também os acordes, onde Dó = C, Ré = D, Mi = E, Fá = F, Sol = G, Lá = A, Si = B, Sustenido = #, Bemol = b.
2) Seqüência das notas: A seqüência de uma oitava, ou seja, a seqüência completa das notas musicais, que é C, C# ou Db, D, D# ou Eb, E, F, F# ou Gb, G, G# ou Ab, A, A# ou Bb, B e volta para C. Observe que algumas notas possuem duas nomenclaturas possíveis.
3) Escala Maior: A única escala realmente necessária para a formação de QUALQUER acorde. É a escala formada por Tônica + Tom + Tom + Semitom + Tom + Tom + Tom + Semitom. Vale lembrar que semitom é a menor distancia entre duas notas e tom é a soma de dois semitons. Ex: Escala de C: C, D, E, F, G, A, B; Escala de G: G, A, B, C, D, E, F#; Escala de Eb: Eb, F, G, Ab, Bb, C, D.

2. A Escala Maior
A nomenclatura da escala maior é de extrema importância para formar os acordes, na escala de C, por exemplo, temos:
Tônica ou 1º Grau: O próprio C
Sobre tônica ou 2º Grau: D
Mediante ou 3º: E
Subdominante ou 4º: F
Dominante ou 5º: G
Sobre dominante ou 6º: A
Sensível ou 7º: B
Os graus são extremamente importantes, pois eles farão a formação dos acordes.

3. O Acorde Maior e uma pequena observação
Um acorde maior, escrito só com a letra e sustenido ou bemol, caso tenha, é formado pela seqüência de 1º, 3º e 5º grau. Exemplos: C é formado por C, E, G; o F# (escala F#, G#, A#, B, C#, D#, E#) é formado por F#, A#, C#; e o Eb (escala Eb, F, G, A, Bb, C, D) é formado por Eb, G, Bb.
Obs: O E# é somente uma nomenclatura opcional para F, devido a regra da teoria na qual a escala sempre deve estar com notas na ordem C, D, E, F, G, A, B, C, D, E, F, G, A, B e dois F (F e F#) fugiria desta regra.

4. Formação de acordes
Toda formação de acordes se começa pelo acorde maior, como visto antes, com a seqüência de 1º, 3º e 5º grau.
Mas também existe o acorde menor (m) que se da por 1º, 3ºb e 5º grau. 3ºb é o terceiro grau diminuído em um semitom, ou seja, para o acorde de C (C, E, G) temos Cm com C, Eb, G e para o de D (D, F#, A) temos Dm com D, F, A.

5. Os números
Com certeza os números fazem parte da maioria dos acordes seja C2, Fsus4, G5, Am6, G#7, Bb13 ou qualquer outro.
Os números 2 e 4 são substituições para o 3º Grau do acorde, ou seja, para um acorde C2 temos a formação C, D, G (1º, 2º e 5º) já para um Eb4 temos Eb, Ab, Bb (1º, 4º e 5º). Às vezes estes números vem com o prefixo sus (suspenso), mas não altera em nada a sua formação Csus2 = C2 e Ebsus4 = Eb4, somente sus se considera igual a sus4. Esses números podem ser seguidos com + ou – o que aumenta ou diminui em um semitom a substituição, Ex: C2- é C, Db, G (1, 2ºb e 5º) ou Eb4+ Eb, A, Bb (1º, 4º# e 5º).
O número 5 já possui duas funções: quando não seguido por + ou – é uma retirada do 3º Grau do acorde como acontece em D5 = D, A (1º e 5º); já quando é seguido pelos sinais de + ou de – é uma alteração de um semitom no quinto grau do acorde, como em D5+ = D, F#, A# (1º, 3º e 5º#).
A substituição do 5º Grau também pode ser feita usando o número 6, alterando para 6º Grau, que também pode ser alterado por + ou – como os anteriores. Ex: C6 = C, E, A (1º, 3º e 6º).
O 7 possui algo peculiar, pois não é o próprio 7ºGrau e sim o 7ºb, o 7 pode ser seguido por m, sem alterar, ou por M, indo para o 7ºGrau de verdade. Ex: C7 = C, E, G, Bb (1º, 3º, 5º e 7ºb) = C7m; D7M = D, F#, A, C# (1º, 3º, 5º e 7º).
Acima do sétimo grau começamos a ter a repetição da escala com 1º = 8º, 2º = 9º, 3º = 10º,... e os números 9, 11 e 13 entram aqui. Esses números também podem ser seguidos com + ou -, aumentando ou diminuindo em um semitom o seu valor, e sempre são graus adicionados ao acorde, ao invés de substituições como em 2, 4 e 6. Ex: C9 = C, E, G, D (1º, 3º, 5º e 9º); D13 = D, F#, A, B (1º, 3º, 5º e 13º); E11 = E, G#, B, A (1º, 3º, 5º e 11º).
Em alguns casos os números 9, 11, 13 são precedidos pela expressão add, mas não modifica seu valor.
Exemplos de acordes mais complexos: E9/7 = E, G#, B, D, F# (1º, 3º, 5º, 7ºb e 9º); A4/7 = A, D, E, G (1º, 4º, 5º e 7ºb); Fm7/9 = F, Ab, C, Eb, G (1º, 3ºb, 5º, 7ºb e 9º).

6. Acordes diminutos
Um tipo de acorde mais raro é o diminuto, representado por dim ou º. Todas as notas que precedem o dim ou º na notação do acorde são abaixadas em um semitom, exceto o 1º Grau. Ex: Bbº = Bb, Db, E (1º, 3ºb e 5ºb); D#º = D#, F#, A (1º, 3ºb e 5ºb).

7. Alterações de baixo
Certas vezes o acorde vem escrito seguido por uma barra e uma nota especifica (D/F#, Eb/Db, G/B) nesse caso a composição do acorde não é alterada, mas o baixo deve ser acentuado na nota especificada após a barra. Para fazer esse acorde em um único instrumento é necessário fazer com que a nota mais grave tocada seja o baixo, e quando se tem um baixo e um instrumento de acompanhamento pode-se executar o acorde normal no instrumento e a alteração somente no baixo.

8. Conclusões e comentários
Com esses conhecimentos, bem estudados, você será capaz de montar, na teoria, todo e qualquer acorde.
Agora cabe a você, músico, passar esses acordes para o seu instrumento, conhecendo um pouco da teoria dele para saber a disposição correta das notas. Ai vão dois casos:
1) Teclado ou Piano: A disposição das teclas nesses instrumentos segue a seqüência exata de uma oitava seguida de outra, então basta apenas reunir as notas na oitava desejada e toca-las juntas para formar o acorde e depois fazer ritmos e arpejos para acompanhar melhor a música.
2) Violão ou Guitarra: A afinação mais comum nesses instrumentos, começando da corda mais grave, é: E, A, D, G, B, E. Para descobrir a posição do acorde, basta fazer com que as cordas tocadas, que tem seu valor aumentado em um semitom por traste, estejam dentro da formação do acorde.

PT-PG Como-Fazer Partituras

Do Project Gutenberg, o primeiro produtor de livros electrónicos (ou livros eletrônicos) grátis.


O Projecto de Partituras do Project Gutenberg dedica-se à digitalização de pautas para uma variedade de utilizações. A maioria das pautas, até agora, têm sido de música de câmara de compositores como Mozart e Beethoven. Este documento é para dar uma breve revista sobre o que é necessário para digitar uma nova partirura para a colecção do Project Gutenberg.


Como para qualquer entrega para o Project Gutenberg , o primeiro passo é assegurar uma desobstrução de direitos autorais. As leis de direitos autorais dos EUA tornam problemática a inclusão de items pós-1922. Geralmente, a melhor aposta é utilizar uma partitura impressa antes de 1923.


A escolha de que programas utilizar para a digitalização é consigo. Existem três concorrentes principais: Finale, Sibelius, e Lilypond. Os primeiros dois são produtos de programas comerciais com muitas características. O último é um projecto de código aberto (na verdade, um formato de marcação) associado a várias ferramentas diferentes. A nossa experiência é que cada um pode ser utilizado para criar pautas digitais com qualidade de topo e que cada um tem as suas limitações. Também nos têm falado no Muscript, que oferece marcação em ASCII puro para a criação de pautas.


Os formatos de saída são consigo, mas encorajamos todos os formatos de saída possíveis para o seu método de digitalização. Estes incluem:


ficheiros Lilypond files
ficheiros PDF com pautas "impressas"
MusicML
MIDI
formato .MUS do Finale
formato .SIB do Sibelius


Existem outras opções de programas e outros formatos. Sempre que possível, pondere disponibilizar as partes separadas em ficheiros separados (i.e.: pra que o Violino 1 pudesse ter a sua própria pauta e a Viola a sua).


Se tiver dúvidas ou ideias sobre como proceder, por favor envie uma mensagem de correio electrónico para music2010_AT_pglaf.org. Obrigado pelo seu interesse em contribuir para o Projecto de Partituras do Project

ENRIQUE IGLESIAS - Bailamos

The Beatles | Yesterday

The Beatles | Imagine

John Lennon - stand by me

How can i go on _ FREDDIE MERCURY & MONTSERRAT CABALLÉ

História da música Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

                                       História da Música é estudo das origens e evolução da Música ao longo do tempo. Como disciplina histórica insere-se na história da arte e no estudo da evolução cultural dos povos. Como disciplina musical, normalmente é uma divisão da musicologia e da teoria musical. Seu estudo, como qualquer área da história, é trabalho dos historiadores, porém também é freqüentemente realizado pelos musicólogos.
Em 1957 Marius Schneider escreveu: “Até poucas décadas atrás o termo ‘história da música’ significava meramente a história da música erudita européia. Foi apenas gradualmente que o escopo da música foi estendido para incluir a fundação indispensável da música não européia e finalmente da música pré-histórica."
Há, portanto, tantas histórias da música quanto há culturas e espaços no mundo e todas as suas vertentes têm desdobramentos e subdivisões. Podemos assim falar da história da música do ocidente, mas também podemos desdobrá-la na história da música erudita do ocidente, história da música popular do ocidente, história da música do Brasil, história do samba, e assim sucessivamente.

O objetivo do estudo da história da música

Se considerarmos o termo em sua maior abrangência, a história da música envolve ao menos:
  • As origens culturais da música em cada grupo humano estudado.
  • As influências culturais e sociais que a música exerce e sofre ao longo de seu desenvolvimento.
  • A origem e evolução de seus sistemas musicais característicos (que envolvem suas estruturas rítmicas, melódicas e harmônicas).
  • O desenvolvimento das formas musicais e dos gêneros e estilos.
  • A história dos instrumentos musicais e técnicas associadas à sua execução.
  • A influência mútua entre a música e os demais movimentos culturais.
  • A origem e evolução dos sistemas teóricos utilizados para estudá-la, incluindo sistemas de notação e análise musical.
  • As principais personalidades envolvidas na sua evolução. Os compositores e músicos que marcaram cada período ou gênero específico ou que impulsionaram o desenvolvimento de novas formas, estilos e gêneros.
  • A cronologia de todos estes temas.
Os métodos usados no estudo da história da música podem incluir a análise de manuscritos e iconografia, o estudo de textos críticos ou literários, a associação entre música e linguagem e a relação entre a música e a sociedade. A análise de artefatos arqueológicos e a documentação etnográfica também são instrumentos úteis a este campo do conhecimento.

A História da música e a etnologia

Uma das razões do conceito difundido de que história da música refere-se apenas à música ocidental é a grande quantidade de obras existentes que tratam apenas desta vertente e predominaram por muitos séculos. Apenas após o surgimento da etnomusicologia (uma área da etnologia), foi que as origens da música não européia passaram a ser mais bem documentadas.
Nos estudos da música primitiva que tentam relacionar a música às culturas que as envolvem, há duas abordagens prevalecentes: a Kulturkreis da "Escola de Berlim" e a tradição norte americana da área cultural. Entre os adeptos da Kulturkreis está Curt Sachs, que analisou a distribuição de instrumentos culturais de acordo com os círculos culturais estudados por Gräbner, Schmidt, Isadora e Preuss, entre outros, e descobriu que as distribuições coincidiam e estavam correlacionadas. De acordo com esta teoria, todas as culturas passam pelos mesmos estágios e as diferenças culturais indicam a idade e velocidade de desenvolvimento de uma dada cultura.
A teoria da área cultural, por outro lado, analisa a música de acordo com as regiões nas quais as pessoas compartilham a mesma cultura, sem atribuir a essas áreas um significado ou valor histórico (por exemplo, todos os Inuit tradicionais possuíam um caiaque, um traço comum que define a área cultural Inuit). Em cada uma das teorias, as regiões definidas necessariamente se interceptam, com pessoas que compartilham partes de mais de uma cultura, permitindo a definição dos centros culturais pela análise de seus limites. (Nettl 1956, p.93-94)
A etnologia analisa e documenta as manifestações culturais oralmente e as correlacionam às suas regiões para determinar a história de cada cultura. Isso inclui todas as manifestações artísticas, inclusive a música.

A música na pré história

Dança de Cogul. Imagem encontrada em Cogul, Espanha. Mostra a dança das mulheres em torno de um homem nu.
Somente através do estudo de sítios arqueológicos podemos ter uma idéia do desenvolvimento da música nos primeiros grupos humanos. A arte rupestre encontrada em cavernas dá uma vaga idéia desse desenvolvimento ao apresentar figuras que parecem cantar, dançar ou tocar instrumentos. Fragmentos do que parecem ser instrumentos musicais oferecem novas pistas para completar esse cenário. No entanto, toda a cronologia do desenvolvimento musical não pode ser definida com precisão. É impossível, por exemplo, precisar se a música vocal surgiu antes ou depois das batidas com bastões ou percussões corporais. Mas podemos especular, a partir dos desenvolvimentos cognitivos ou da habilidade de manipular materiais, sobre algumas das possíveis evoluções na música.
Na sua "História Universal da música", Roland de Candé nos propõe a seguinte seqüência aproximada de eventos:
  1. Antropóides do terciário - Batidas com bastões, percussão corporal e objetos entrechocados.
  2. hominídeos do paleolítico inferior - Gritos e imitação de sons da natureza.
  3. Paleolítico Médio - Desenvolvimento do controle da altura, intensidade e timbre da voz à medida que as demais funções cognitivas se desenvolviam, culminando com o surgimento do Homo sapiens por volta de 70.000 a 50.000 anos atrás.
  4. Cerca de 40.000 anos atrás - Criação dos primeiros instrumentos musicais para imitar os sons da natureza. Desenvolvimento da linguagem falada e do canto.
  5. Entre 40.000 anos a aproximadamente 9.000 a.C - Criação de instrumentos mais controláveis, feitos de pedra, madeira e ossos: xilofones, litofones, tambores de tronco e flautas. Um dos primeiros testemunhos da arte musical foi encontrado na gruta de Trois Frères, em Ariège, França. Ela mostra um tocador de flauta ou arco musical. A pintura foi datada como tendo sido produzida em cerca de 10.000 a.C.
  6. Neolítico (a partir de cerca de 9.000 a.C) - Criação de membranofones e cordofones, após o desenvolvimento de ferramentas. Primeiros instrumentos afináveis.
  7. Cerca de 5.000 a.C - Desenvolvimento da metalurgia. Criação de instrumentos de cobre e bronze permitem a execução mais sofisticada. O estabelecimento de aldeias e o desenvolvimento de técnicas agrícolas mais produtivas e de uma economia baseada na divisão do trabalho permitem que uma parcela da população possa se desligar da atividade de produzir alimentos. Isso leva ao surgimento das primeiras civilizações musicais com sistemas próprios (escalas e harmonia).

[editar] A idade antiga

As primeiras civilizações musicais se estabeleceram principalmente nas regiões férteis ao longo das margens de rios na Ásia central, como as aldeias no vale do Jordão, na Mesopotâmia, Índia (vale do Indo atualmente no paquistão), Egito (Nilo) e China (Huang He). A iconografia dessas regiões é rica em representações de instrumentos musicais e de práticas relacionadas à música. Os primeiros textos destes grupos apresentam a música como atividade ligada à magia, à saúde, à metafísica e até à política destas civilizações, tendo papel freqüente em rituais religiosos, festas e guerras. As cosmogonias de várias destas civilizações possuem eventos musicais relacionados à criação do mundo e suas mitologias freqüentemente apresentam divindades ligadas à música.

Tempos posteriores

Da idade antiga em diante, os estilos musicais expandem-se tanto, que torna-se impossível definir a música universal apenas observando-se uma localidade (como a Europa), sendo necessária, portanto, uma subdivisão no estudo da história da música por continentes e nações: